-
Conversão a Jesus Cristo
"Nasci
em Fortaleza – CE. Vou relatar um pouco da minha conversão
a Jesus Cristo. Casei-me
muito jovem com apenas 16 anos de idade e já grávida
com meu atual esposo, hoje, irmão Cláudio. Dois
anos após tivemos nosso segundo filho. Meu esposo trabalhava
como gerente de um restaurante na Praia do Feio. Trabalhou lá
por alguns anos. Depois veio a ser arrendatário daquele
estabelecimento, o que durou por pouco tempo. Surgiu então
a oportunidade de uma sociedade para um outro restaurante, na
Praia de Ponta Negra.
Nós tínhamos uma vida praticamente noturna. Meu
esposo bebia; eu gostava muito de dançar e, quando havia
festas na nossa cidade, Omo Carnatal, Festa da Esmeralda, Festa
do Boi , e outras, não perdíamos a oportunidade
de lá estarmos, passávamos a noite toda, muitas
vezes até arriscando a vida dos nossos dois filhos, já
que, na madrugada, sempre surgiam brigas.
E assim levamos a nossa vida por alguns anos. Eu achava que
felicidade era aquilo; sair à hora que bem entendesse,
não ter hora para voltar, era “curtir” a
vida. Pois meu pai era militar, hoje falecido e era muito rigoroso
quanto aos horários.
Agora, na nova sociedade, eu e meu esposo já não
tínhamos tempo um para o outro; brigávamos muito,
mas muito mesmo; nos agredíamos com palavras e passávamos
dias e dias sem nos falar, dentro de casa.
O restaurante, então já não ia tão
bem; existiam muitas dívidas. Foi então que tudo
começou. Nosso casamento virou um inferno; não
nos entediamos mais. Nosso filho mais velho, Johnni Walker foi
acometido de uma grave pneumonia, com apenas três anos
de idade e, para completar, o restaurante faliu. Perdemos tudo.
Estávamos já a ponto de uma separação.
Meu esposo então, chegou para mim e disse: Só
tem uma solução para nós. É sermos
crentes. Era tudo o que eu não queira ser, pois era muito
vaidosa, só vivia de praia, de festas. Aí , as
coisas foram apertando CAD vez mais. Até que combinamos
ir juntos à igreja, já que morávamos próximo
à congregação de Vila de Ponta Negra. Eu
ia só adianto este dia. Minha mãe já era
crente, orava por nós, pedindo a Jesus a nossa salvação.
Quando vi que meu filho estava muito mal e precisava ser internado,
e o plano de saúde dele não dava ainda cobertura
para a internação, então eu me desesperei.
Foi então que resolvi ir à igreja com minha mãe;
era um domingo, dia 09.06.96.
O meu filho estava nos meus braços, só o couro
e o osso; vomitava muito catarro e tinha muita febre; não
se alimentava com nada; tudo colocava para fora. Assisti todo
o culto, chorei com os louvores, mas, na hora do apelo... foi
terrível! Algo me segurava; as minhas pernas pesavam
muito; eu queria ir mas não conseguia sair daquele banco.
O porteiro insistia no convite e a igreja orava; até
que consegui levantar-me e ir até à frente; não
sei como cheguei lá! Chorei muito, muito; algo muito
pesado saiu dos meus ombros naquela noite.
Voltei par casa , sentindo uma paz, que nunca havia sentido
antes. Era uma alegria, um gozo na alma. Oh! aleluia! Ao chegar
em casa, o meu filho pediu mingau, tomou, e , daquela noite
em diante, nem vomitou mais, nem teve febre. Jesus o havia curado,
glória a Deus!
Quando falei para meu esposo, que eu era crente, quão
grande foi a minha surpresa! Ele disse assim: Nós tínhamos
combinado de irmos juntos; você foi só; agora,
não vou mais.
Mas a minha convicção era muito grande naquele
momento. Nada nem ninguém ia conseguir tirar o que estava
sentindo. Iniciou-se, então, uma campanha de oração
de 30 dias, todas as manhãs, naquela congregação.
Não tinha Bíblia, não tinha roupas adequadas,
mas tinha em meu coração um desejo enorme de conhecer
a Jesus.
Fiz toda aquela campanha. Interessante que eu não sabia
orar; sentava-me sempre ao lado de uma irmã, que me cedia
sua harpa; na oração de joelhos, tudo o que ela
falava eu repetia.
A oração era assim: Senhor, fecha a boca do leão;
muda esse quadro. E eu, ajoelhada a seu lado, passei 30 dias
dizendo: Senhor, fecha a boa do leão e muda esse quadro.
Mesmo na minha ignorância, Deus mudou o quadro. Deus salvou
o meu esposo e permitiu que perdêssemos tudo, para reconhecermos
que Jesus é o Senhor!
Com dois meses de crentes, nos batizamos em águas, no
Templo Central-RN. Um mês após, Jesus me batizou
como o Espírito Santo, em casa, após chegar de
um culto avivado. Ai, veio a transformação de
nossas vidas. Vizinhos nos deram até prazo, dizendo que
não permaneceríamos na Igreja. Fizemos o discipulado
por dois anos. Com oito meses de evangelho, fui convidada para
trabalhar no Departamento Infantil,; depois, fui auxiliar no
círculo de oração de jovens, onde trabalhei
por quatro anos. Depois, fui dirigir outro círculo de
oração, também de jovens, onde passei mais
quatro anos. Só saí, porque viemos morar aqui,
em Parnamirim. Foi então que recebi o cumprimento de
muitas das promessas que o Senhor me tinha feito.
Meu esposo começou a dedicar-se na obra. Em 2006, no
congresso da UMADEP, Jesus o batizou com o Espírito Santo.
Nosso filho mais velho batizou-se em águas. A nossa filha,
Jennifer, de 10 anos, Jesus a batizou com o Espírito
Santo, em um culto doméstico, aqui, em nossa casa. E
assim, vivemos debaixo da graça e da misericórdia
de Deus, servindo ao Senhor, com alegria, e aguardando a vinda
de nosso Jesus.
Isto é apenas um pouco daquilo que Jesus já fez
em nossas vidas. Pois o nascimento de nossa filha foi um milagre;
m dois meses de gestação, tive ameaça de
aborto, e o médico os falou que aquela criança
não nasceria, pois o meu útero estava dilatado
e pronto para abortar aquela criança. Naquele momento,
entrei naquela sala um enfermeiro crente, que fez uma oração
por mim, e com toda certeza, Deus o ouvir, pois minha filha
nasceu sadia; hoje, com 10 anos , é uma bênção
na casa do Senhor. Os meninos louvam ao Senhor no conjunto da
Mocidade. Eu dirijo o Círculo de Oração
de jovens, e Cláudio é obreiro da Congregação.
Amém!"
| Tsiana
Lee Vita Souza Pereira, esposo e filhos, são membros
da Assembléia de Deus em Parnamirim-RN - Congregação
de Cajupiranga. |
|